sábado, 27 de fevereiro de 2010

QUANDO A PRESSA VIRA DOENÇA

A corrida contra o relógio é comum nos dias atuais. Mas até que ponto ela pode ser considerada normal? Quando a pressa adquire níveis excessivos e passa a comprometer a saúde e o bem-estar, é preciso ficar atento. Pode-se estar sofrendo da doença da pressa – também conhecida como hurry sickness.
Uma pesquisa realizada em 2006 pela ISMA-BR revela as consequências de se manter um estilo de vida excessivamente acelerado. Foram entrevistados mil profissionais brasileiros (homens e mulheres), de 25 a 65 anos, ativos no mercado de trabalho.
A conclusão é de que 30% sofriam da doença da pressa, sendo que 8% já diminuíram o ritmo das tarefas e 13% querem fazê-lo, mas alegaram estar em busca de alternativas. Sintomas físicos, emocionais e comportamentais são alguns dos problemas gerados pela doença.
Fisicamente, as alterações incluem dores musculares e cansaço constante, além de insônia, azia e hipertensão. No aspecto emocional, os entrevistados apontaram aumento na ansiedade, angústia e falta de concentração. A raiva e a falta de memória também foram citadas.
Para fugir dessa rotina estafante, o segredo está em criar estratégias que busquem conciliar os âmbitos profissional e pessoal, preservando a qualidade de vida. Aprender a gerenciar o tempo é uma das premissas para um cotidiano equilibrado e saudável.

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